A Venezuela era uma das nações mais ricas da América do Sul. Mas, sob o regime chavista, ela caiu em uma crise grave. Isso inclui problemas políticos, econômicos e violações de direitos humanos.
Agora, imagine se o Brasil, como líder regional, tivesse agido de forma mais firme. Sem usar força militar ou decisões sozinhas. O país poderia ter pressionado para parar o chavismo antes que ele se fixasse nas instituições venezuelanas. Infelizmente, isso não ocorreu. Os motivos envolvem ideias políticas iguais e interesses escondidos que ajudaram criminosos no poder.
O Que Aconteceu na Relação Brasil-Venezuela
Primeiro, vamos entender os fatos. Por muitos anos, governos brasileiros admiraram o regime de Hugo Chávez e, depois, de Nicolás Maduro. Isso incluiu tanto os governos tucanos, como o de Fernando Henrique Cardoso, quanto os petistas, de Lula e Dilma.
Em vez de pressionar com diplomacia, o Brasil deu dinheiro ao chavismo. Por exemplo, o BNDES emprestou bilhões para projetos na Venezuela. Muitos desses projetos tiveram escândalos de corrupção. Além disso, discursos oficiais chamavam Maduro de “companheiro”. Isso legitimou o governo autoritário e ajudou a fortalecê-lo.
Pior ainda, há sinais de que líderes brasileiros se envolveram no tráfico de drogas. Esse tráfico sustenta o poder na Venezuela. Assim, a relação virou uma parceria criminosa. Ela priorizava ganhos pessoais, não a paz na região.
“Esse ‘companheirismo’ ideológico, com chamadas de ‘cumpanheiro Maduro’ em discursos oficiais, não só legitimou o regime autoritário, como também contribuiu para sua consolidação.” – Trecho adaptado do texto original.
Para ilustrar, aqui vai uma tabela simples com os principais governos brasileiros e suas ações:
| Governo Brasileiro | Ação Principal | Consequência |
|---|---|---|
| Fernando Henrique Cardoso (Tucano) | Moderação ideológica, chamada de “petistas de pluma” | Adulação inicial ao Chávez |
| Lula e Dilma (Petistas) | Empréstimos via BNDES e discursos de apoio | Fortalecimento do chavismo e corrupção |
O Que o Brasil Poderia Ter Feito Diferente
Mas, e se o Brasil tivesse escolhido outro caminho? Aqui, a diplomacia efetiva entra em cena. Baseada em não intervenção, mas com ferramentas de grupo e econômicas para mudanças. O Brasil tem uma tradição de “autonomia por meio da integração”. Acadêmicos como Tullo Vigevani e Gabriel Cepaluni falam disso em seus estudos.
Quer se aprofundar? Leia mais sobre o tema em “A política externa brasileira – 2ª Edição: a busca da autonomia, de Sarney a Lula”.
Portanto, em vez de alinhar por ideias, o país poderia usar fóruns regionais. Para pressionar por transparência e democracia. Vamos dividir por períodos.
No Início do Chavismo (1999-2007)
Primeiro, o Brasil ajudou a criar o “Grupo de Amigos da Venezuela”. Esse grupo tinha a OEA, EUA, Chile, México, Portugal e Espanha. Ele promovia diálogos para crises, como a greve de 2002. Sem interferir na soberania.
Além disso, o grupo focava em eleições e respeito à Constituição. Poderia ter sido maior para vigiar eleições e instituições. Como diz Cleber Batalha Franklin em seu trabalho de 2006, projetos conjuntos na Amazônia e Orinoco criariam laços econômicos. Isso dissuadiria o isolamento chavista.
- Exemplos de ações possíveis:
- Monitorar eleições com observadores internacionais.
- Criar projetos fronteiriços para interdependência.
- Usar diplomacia sutil sem força.
Entre 2008 e 2012
Nesse período, o Brasil aumentou parcerias econômicas. Como entre Petrobras e PDVSA para energia. E integrou a Venezuela ao Mercosul em 2006.
No entanto, faltaram regras democráticas fortes. Segundo José Briceño-Ruiz (2016), cláusulas democráticas nos tratados ajudariam. Semelhantes ao Protocolo de Ushuaia do Mercosul. Elas permitem suspensões por quebras democráticas, sem armas.
Só então, o Brasil poderia liderar na Unasul, criada em 2008. Para missões de observação que mostrassem problemas antes do regime se firmar.
(Sugestão de imagem: Logotipo do Mercosul com bandeiras de Brasil e Venezuela. Alt text: Logotipo oficial do Mercosul incluindo Brasil e Venezuela para destacar integração regional.)
A Partir de 2013
Com a crise piorando sob Maduro, o Brasil se afastou. Mas poderia ter ajudado em mediações. Como as da Noruega em 2019 ou do Vaticano em 2016-2017. Elas buscavam acordos eleitorais sem ordens externas.
Em vez de dar dinheiro livre, o BNDES poderia exigir auditorias independentes. Isso reduziria corrupção. Oliver Stuenkel (2019) diz que o Brasil perdeu chances. Ao não coordenar pressões no Grupo de Lima (2017), focando em diálogos.
Lições Para o Futuro e Conclusão
Essas ideias – mediação em grupo, economia com condições e vigilância democrática – teriam evitado a queda da Venezuela. Sem violar soberania, mesmo em narcoestados.
Infelizmente, ideias iguais e crimes venceram. Isso causou migração em massa, inclusive para o Brasil, e instabilidade. Hoje, com o terceiro mandato de Lula, é tarde para mudar. Mas o passado ensina: liderança na América do Sul precisa de estratégia, não cumplicidade.
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