Nesse 12 de janeiro de 2021 completa-se um ano da morte de Sir Roger Scruton (1944-2020), importante filósofo inglês que esteve no Brasil refletindo sobre a influência e repercussão de sua obra entre conservadores brasileiros pouco antes de regressar a Europa e descobrir o câncer que pouco tempo depois lhe tiraria a vida.
Ainda no ano passado gravei o seguinte podcast a respeito de sua obra, livros e da minha descoberta e relação com eles:
A polêmica brasileira – inócua, portanto – ocasionada por sua vinda foi a respeito do sucesso de sua obra no Brasil. Scruton teria ficado surpreso com o interesse pelo seu conservadorismo britânico num país luso-tropical como o Brasil. E teria dito que o Brasil deveria ter sido colônia dos britânicos.
É claro que não foi exatamente isso que ele disse, mas sim que, caso queiramos emular ou seguir todos os preceitos do conservadorismo britânico, então deveríamos ter sido colonizados por eles, do contrário precisamos buscar elementos a serem conservados em outro lugar. Curiosamente ou não, foram alguns dos adeptos justamente da proposta de apego a nossa herança ibérica que não entenderam e se revoltaram com a fala de Scruton.
Por fim, o que devemos fazer, mais do que nunca, é nos espelhar em Scruton, que foi muito mais que um mero “ideólogo do conservadorismo” – como alguns próprios conservadores tentam retratá-lo, mas como um pensador diverso, profundo e um filósofo de alto escalão. Não transformemos Scruton em um Michel Foucault do conservadorismo, em nome da sua memória.
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Meu mais recente livro: "O que a Filosofia não é e o que fizeram dela no Brasil".
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Muito bom! Uma existência repleta de nobreza e beleza!